Sobre
Entrei em tecnologia há mais de uma década. Passei os primeiros anos como dev, em projetos que iam de startups pequenas a operações de grande escala no mercado financeiro. Sempre fui mais curioso com o problema do que com a solução. Em algum momento isso ficou insuportável de ignorar e eu migrei pra produto.
Nos últimos sete anos, trabalhei em pagamentos, banking e varejo, em empresas de tamanhos bem diferentes. O setor mudava, a metodologia mudava, o tamanho do time mudava. A pergunta que não saía era sempre a mesma: essa decisão serve a quem, exatamente?
Em algum ponto dessa jornada, vivi situações que me incomodaram mais do que deveriam. Momentos em que o produto dizia uma coisa pro usuário com a intenção de fazer outra. Em que a comunicação era desenhada pra conduzir, não pra informar. A indústria tem nome bonito pra isso, fala em otimização de conversão, em experiência guiada. Na prática, é falta de transparência com quem confia no que você construiu. E isso virou uma linha que eu não consigo mais ignorar.
Algumas coisas em que acredito
- Toda decisão de roadmap deixa alguém de fora. A pergunta é se o time foi honesto sobre quem.
- Quando produto vira ponte só no papel, engenharia otimiza o que é possível, design otimiza o que é desejável e ninguém otimiza o que é necessário.
- Quando o time discute métrica de sucesso só depois de lançar, a discussão já chegou tarde.
- Cases que lideram com percentuais sem contexto de negócio estão mostrando números, não raciocínio.
Escrevo aqui porque pensar em voz alta me obriga a ter um argumento de verdade. E porque a conversa sobre ética em produto ainda é tratada como nichismo de acadêmico, quando devia ser parte do job description de qualquer pessoa que toma decisão de produto.
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